Anular por decreto a cobrança de pedágio nas rodovias do Anel de Integração será a primeira promessa de campanha a ser colocada em prática pelo candidato do PMDB ao governo, senador Roberto Requião, se eleito em 1998. Em troca, o peemdebista promete instituir o programa ‘‘Caminhos da liberdade’’, dando acesso irrestrito aos usuários das estradas do Paraná. O que no seu entendimento trará mais divisas para o Paraná.
A privatização do Banestado somada à questão do pedágio e aos incentivos tributários concedidos às montadoras figuram como os três principais eixos da campanha. ‘‘Não diga adeus ao Banestado’’, é um dos motes. Requião pretende apresentar aos eleitores fórmula que recupera o banco, sem vendê-lo à iniciativa privada. ‘‘Financiamento de R$ 350 milhões, a serem pagos em 30 anos com juros de 6% ao ano, e ações da Copel em garantia resolvem o problema’’, assegura.
Na plataforma do senador foi incluído um programa intitulado ‘‘Decola Paraná. Com a força dos Paranaenses’’. A idéia é firmar parcerias com empresas dos EUA, Canadá, Japão, Itália, Holanda e outros. Mas dando condições diferentes às fixadas pelo governo Lerner à Renault e à Chrysler, tão criticadas por Requião. ‘‘As empresas devem se associar a empresários paranaenses, explicitar o número de empregos que vai gerar, e devolver benefícios em caso de desistência’’, ressalva.
O candidato do PMDB pretende ampliar a Ferroeste e anular o processo que culminou na sua comercialização junto à iniciativa privada. Sua proposta é levar um ramal da ferrovia até Guaíra. Bem como acabar já no início de seu governo com a empresa Paranaeducação, de auxílio ao gerenciamento da Educação no Estado e cuja constitucionalidade depende da Justiça do Paraná. Requião promete ainda isenção total de impostos para o setor agrícola de subsistência e a retomada dos programas ‘‘Panela Cheia’’, ‘‘Casa da Família’’, e ‘‘Bom Emprego’’, desenvolvidos durante o seu governo.
Roberto Requião, 57 anos, já ocupou a prefeitura de Curitiba, uma cadeira na Assembléia Legislativa e foi governador do Estado. Ele gosta de frisar que faz parte do ‘‘PMDB velho de guerra’’, alusão ao MDB, partido que deu origem ao PMDB. (L.D)

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