Requião acusa BB de facilitar lavagem
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 27 de junho de 1997
Leandro Donatti 
Curitiba
O relator da CPI dos Precatórios, senador Roberto Requião (PMDB-PR), acusou ontem ex-funcionários da superintendência do Banco do Brasil no Paraná de ter sido conivente com o esquema de lavagem de dinheiro feito na agência da Rua XV, em Curitiba.
Os ex-gerentes da agência Nilson dos Santos e Silviano Tenório Câmara Filho facilitaram, segundo o senador, a ação de Ernesto de Veer e Gerald Fuks, proprietários da Transoceânica Passagens e Turismo e da Transcorp Distribuidora de Títulos Imobiliários. As duas empresas movimentaram os R$ 7,5 milhões do deságio de Santa Catarina e outros R$ 300 mil de Alagoas - vindos da IBF - através de contas bancárias em nome de quatro empresas fantasmas. Uma quadrilha montada no Banco do Brasil, atirou.
Requião sugeriu ainda ligações entre o secretário da Fazenda de Santa Catarina, o suposto mentor de todo o esquema, com o governo do Paraná e com o grupo Inepar. O senador apresentou uma lista, obtida com a quebra de sigilo bancário, que indica 156 ligações feitas pela PPD Consultoria Empresarial, empresa de Prisco Paraíso; pelo Banco Boa Safra, de Fausto Solano Pereira; e pela Casa Civil do governo catarinense; todas para o Palácio Iguaçu em 95 e 96. Para a Inepar foram feitas 193 ligações entre novembro de 94 e o final do ano passado. Fausto Solano Pereira ligou duas vezes para a direção do grupo.


