Requião acelera negociação para manter acordo com PSDB
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sexta-feira, 07 de julho de 2006
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - As costuras políticas trouxeram o governador Roberto Requião (PMDB) mais cedo para o Brasil. Ele estava com uma missão de empresários na Argentina e seguiria para a França. Entretanto, teve que cancelar os compromissos e voltar para o Paraná, onde iniciou uma série de conversas com a liderança do PSDB nacional para evitar que o resultado da convenção tucana no Paraná seja anulado. Uma das conversas mais importantes teria sido com o governador licenciado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à presidência da República.
A conversa teria durado mais de 30 minutos e teria sido por telefone. O governo não confirma a conversa. Mas simpatizantes da aliança garantem que ela ocorreu na noite de anteontem. Requião teria se disponibilizado a fazer campanha pela eleição de Alckmin, mesmo depois de ter passado quatro anos de governo reprovando as administrações tucanas nos governos estaduais e federal. Ele chegou a criticar várias vezes o PSDB que teria construído a ''política neoliberal'' que teve continuidade no governo Lula. Várias vezes chegou a usar termos como ''governo do desmonte das estatais'' e ''governo de entreguismo''.
O próprio candidato a vice-governador na chapa de Requião (isso se a aliança se consolidar), Hermas Brandão (PSDB), chegou a admitir ontem que a conversa teria realmente acontecido. Mas evitou detalhar o telefonema. Apenas citou que a prova de que Requião estava disposto a dar apoio a Alckmin seria a ata da convenção estadual do PMDB que diria que o partido apoiaria a candidatura tucana à presidência da República. ''A aliança já está definida no Paraná. Não existe qualquer possibilidade de ser anulada'', considerou Brandão.
Alguns opositores da coligação entre o PSDB e PMDB também confirmam a conversa por telefone entre Requião e Alckmin, mas argumentam que o governador teria dito que pessoalmente não pode apoiar o candidato tucano à presidência. Requião teria afirmado que os deputados e prefeitos peemedebistas vão apoiar a candidatura do PSDB à presidência, porém ele não poderia dar palanque a Alckmin. ''A conversa não mudou em nada a posição da executiva nacional. A grande verdade é que nessa guerra tem gente grande (referindo-se a importantes nomes nacionais do PSDB) e estão envolvidos fatos históricos do partido'', explicou um dos críticos à aliança. (Colaborou Andréa Bordinhão)


