O líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno, quer uma investigação sobre a liquidação dos bens do extinto banco Bamerindus (adquirido pelo HSBC) e o ressarcimento para aproximadamente 52 mil pequenos investidores do banco, sendo 40 mil deles no Paraná. Na última última quinta-feira Bueno encaminhou um requerimento à CPI do Proer (Programa de Estímulo à Reestruturação e Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional).
Durante audiência da CPI, ele questionou o presidente da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), Gabriel Ferreira, e seu antecessor, Maurício Schulmann, sobre os termos da criação do Proer, a atuação do Banco Central (BC) e quais medidas serão adotadas para garantir o ressarcimento aos acionistas minoritários do Bamerindus.
No ano passado a Associação dos Investidores Minoritários do Bamerindus denunciou irregularidades cometidas pela equipe designada pelo BC para avaliar bens do extinto banco. Após uma auditoria, o BC admitiu que houve avaliações irregulares. Em ofício enviado em janeiro deste ano para o deputado, a diretoria do BC admite irregularidades, limitando-se a dizer que os suspeitos foram afastados.
Bueno quer saber por que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), uma espécie de seguro criado como garantia para evitar prejuízos para pequenos investidores em caso de insolvência de bancos, não foi acionado até agora.

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