Repressão não é solução para no combate às drogas, diz FHC


Amanda Lemos - Folhapress
Amanda Lemos - Folhapress

O ex-presidente FHC (Fernando Henrique Cardoso) disse neste sábado (7) que o combate às drogas não se deve ser feito com repressão e que é a favor de uma regulamentação de medicamentos à base de Cannabis no Brasil.

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. | Divulgação
 


Fernando Henrique participou do Cannabis Thinking em São Paulo, evento que discute o mercado da maconha medicinal.

"A questão da repressão pela repressão é que o resultado é pequeno. Sobretudo nas Américas, temos um sentimento que, na marra, vamos ganhar essa guerra [as drogas]. Mas não vai, vai perder. Acho que é bom regulamentar", disse.



Para FHC, o uso de drogas acontece mesmo com proibição e que a regulamentação é uma saída saudável, ficando para sociedade decidir como deve ser consumido. "No começo do meu governo ajudei a erradicar a maconha e vi que não adiantava. Quando vi que não resolveria, e cada um de nós tem que ter consciência do que faz. Vai fazer escondido, não adianta."

Questionado sobre a discussão sobre o uso para fins recreativos e medicinal, Fernando Henrique comparou com o uso de bebidas alcoólicas. "Tomar um pouco não tem problema, se ficar bêbado todo dia vai parar no hospital. A Cannabis é quase a mesma coisa", disse. "Acho que no Brasil não se cogita debater legalizar, devemos regulamentar. Aqui é um país indisciplinado. Com lei ou sem lei, a pessoa vai usar. Melhor que use com regulamento, que não se exceda, que as famílias cuidem disso".

Em dezembro, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou novas regras para registro de produtos à base de Cannabis para fins medicinais no país. A medida permite que empresas obtenham aval para venda desses produtos em farmácias, mas o cultivo foi vetado e enfrenta críticas do governo -em especial do ministro da Cidadania, Osmar Terra, que vê na medida um primeiro passo para a legalização da maconha. A agência nega essa possibilidade.



Em janeiro, a agência reguladora aprovou uma regra que passa a exigir apenas a prescrição médica para análise de cada pedido de importação de medicamentos à base de Cannabis.

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