Representantes do Instituto Gálatas confirmam propina
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sexta-feira, 13 de maio de 2011
Vinícius Zanin <br> Reportagem Local 
As suspeitas de fraudes e pagamento de propina entre agentes públicos municipais e representantes dos institutos Atlântico e Gálatas - que executam serviços na área de saúde em Londrina, parece estar se confirmando. Ontem, mais dois acusados de envolvimento com o suposto esquema, - presos pela operação Antissepsia, deflagrada na última terça-feira pelo Grupo de Atuação Especial de Comabte ao Crime Organizado (Gaeco) - admitiram o pagamento de propina para membros da administração municipal. O casal de empresários Silvio Luz Rodrigues Alves e Glaucia Chiararia Rodrigues Alves - presidente e diretora do Instituto Gálatas -, deixaram a prisão no início da noite de ontem, depois de quatro dias detidos. De acordo com o advogado, André Cunha, essa ''colaboração'' com as investigações foi o que motivou a liberação do casal.
''Eles confirmaram o pagamento de propina mediante coação de agentes públicos. O montante, no Instituto Gálatas, gira em torno de R$ 120 mil a R$ 150 mil'', revelou o advogado. Ontem, outros dois presos na operação foram liberados. No dia 11, um outro acusado revelou que o Instituo Atlântico também teria sido coagido e teria pago cerca de R$ 120 mil de propina.
Segundo o coordenador do Gaeco em Londrina, promotor Cláudio Esteves, já foi solicitada a prorrogação da prisão temporária dos nove acusados que ainda estão detidos. Entre eles o ex-procurador do município Fidélis Canguçu e sua esposa Joelma Aparecida da Silva, e os conselheiros de saúde Marcos Ratto e Joel Tadeu Correa.
''Entendemos que havia a necessidade dessa prorrogação da prisão de alguns indivídios, justamente por todo o montante de infomações que foram colhidas durante os últimos dias. É possivel que sejam chamados não só os que já foram inquiridos, ou são investigados, mas qualquer nova testemunha que surja'', afirmou Esteves. O prazo das prisões temporárias termina hoje.
Foram colhidos dez depoimentos durante todo o dia de ontem, pelos promotores públicos, jutamente com o delegado do Grupo Especial de Combate o Crime Organizado (GAECO), Alan Flore.
Todos os 15 detidos pela operação já foram ouvidos. Esteves fez um balanço sobre estas primeiras oitivas e comentou que esses depoimentos confirmaram o que já constava do início das investigações. ''O que cada um disse não pode ser antecipado, mas o fato é que nós já possuimos um conjunto de provas muito sólido, a respeito da suspeita incial, ou seja, de que realmente havia um sistema que afrontava os cofres públicos e que era permeado pelo pagamento de propina a agentes públicos. Então a qualidade da prova se solidificou'', declarou
O promotor não descartou a possibilidade de que novas prisões venham a ser efetuadas durante a próxima semana. ''Os policiais já estão examinado possibilidade de localizar esse 16 elemento, que já é considerado foragido. Como a investigação é ampla, e nós obtivemos novos detalhes eu diria que não é impossível que venham ser efetuadas novas prisões'', confirma.
A secretária de saúde, Ana Olympia, deve voltar a sede do GAECO para prestar novos esclarecimentos na manhã desta segunda-feira. Também está confirmada a oitiva do prefeito Barbosa Neto (PDT) para o periodo da tarde, na próxima segunda.
Prestação de contas
A FOLHA verificou a situação das duas Oscips junto ao Ministério da Justiça (MJ). O CNPJ do Instituto Gálatas constante do termo de parceria firmado com a Prefeitura de Londrina não está registrado no MJ. Uma consulta feita com o CNPJ repassado pelo advogado André Cunha, que representa o casal Rodrigues Alves, revela que a entidade qualificada como Oscip em 4 de dezembro de 2009, não prestou contas das atividades no prazo expirado em 30 de agosto de 2010. O Instituto Atlântico, qualificada pelo MJ no dia 10 de agosto de 2009, prestou contas no dia 19 de agosto de 2010. (Colaborou Cristiane Oya)


