Representantes do governador de Minas, Itamar Franco (PMDB), estarão em Brasília na terça-feira para cobrar da União uma dívida de mais de R$ 19 bilhões que o Estado afirma ter a receber. O vice-governador Newton Cardoso terá encontro com o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, e o secretário da Administração, Sávio Souza Cruz, com o ministro da Previdência Social, Waldeck Ornelas.
Newton entregará ao ministro relatório de investimentos do Tesouro Mineiro em rodovias federais entre 1987 e 1998. De acordo com o documento, Minas ainda tem a receber da União o ressarcimento de US$ 1 bilhão. Já o secretário da Administração cobrará de Ornelas créditos referentes a contribuições de servidores públicos ao INSS no período em que ainda trabalhavam para a iniciativa privada. Nos cálculos do Tribunal de Contas de Minas, a contagem recíproca resultou em R$ 17,7 bilhões que devem ser repassados ao Estado.
Por causa dos créditos que acredita ter com a União, Itamar Franco afirmou anteontem que é o governo federal quem está em moratória com Minas Gerais.
Estradas O diretor-geral do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), Maurício Hasenclever Borges, disse ontem que o órgão desconhece os débitos que o governo de Minas Gerais reclama da União. No pronunciamento de anteontem, o governador Itamar Franco se referiu a dois supostos créditos de Minas com a União, que somam quase R$ 20 bilhões.
Uma das dívidas, de cerca de R$ 1,8 bilhão, seria de obras feitas pelo Estado em estradas federais. A outra, R$ 17,9 bilhões, de compensação previdenciária de funcionários públicos aposentados que já contribuíram para o INSS. ‘O DNER não tem nenhum registro de débito nem com Minas nem com outros estados, a não ser dos convênio que estão em curso’’, disse Hasenclever.

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