Representantes de diversas associações de bairros de Londrina entregaram ontem à promotora da 41 Zona Eleitoral, Édina Maria de Paula, um abaixo-assinado pedindo a continuidade da apuração das denúncias de irregularidades na prestação de contas da campanha de reeleição do prefeito Nedson Micheleti (PT).
As denúncias, feitas ao Ministério Público (MP) Eleitoral pela ex-assessora financeira da campanha, Soraya Garcia, no dia 27 de julho, geraram a abertura de dois inquéritos policiais. Os inquéritos estão suspensos desde o dia 22, devido um recurso ajuizado pelo PT, requerendo que as investigações sejam conduzidas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), argumentando que o prefeito tem foro privilegiado.
''O processo está parado e os presidentes dos bairros querem que as investigações voltem, para dar mais transparência. Falaram para nós que caixa dois é crime e porque isso está parado?'', argumentou o presidente da Associação dos Moradores do Jardim Jatobá (zona sul), Antônio Barrichelo, um dos signatários do abaixo-assinado, que tem cerca 86 assinaturas a maioria de membros da União Municipal de Associações de Moradores (Unimol). ''A eleição foi aqui e tem que ser investigada por aqui. O próprio prefeito disse que os sigilos dele estavam abertos e por que ele não está ajudando agora?'', complementou, se referindo aos pedidos de suspensão da quebra do sigilo bancário do diretório municipal, de Nedson e outros três petistas, deferido pelo juízo local.
''Eu acho que é muito interessante observar que a sociedade está de olhos voltados para a continuidade da apuração, que tenha respostas. Isso mostra o amadurecimento da população. Todo mundo quer apuração'', avaliou a promotora. ''O próprio PT foi para a imprensa e falou que não ia tirar (a investigação) do juízo de Londrina porque devia satisfação para a população londrinense, e agora, a pedido deles estamos neste impasse se esse juízo é competente ou não. Na verdade isso tudo cria um grande tumulto processual ao invés de deixar isso caminhar e chegar a um bom termo'', complementou. A promotora deverá se manifestar nos próximos dias no pedido de exceção de suspeição ajuizado pelo PT, que gerou a paralisação dos inquéritos.

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