Representantes da Saúde são contra 'fumódromo'
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terça-feira, 18 de agosto de 2009
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Dez representantes da área da saúde defenderam ontem, no plenário da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, a aprovação do projeto de lei antifumo sem qualquer alteração, ou seja, sem a emenda que autoriza a criação de espaços reservados para os fumantes, os ''fumódromos'', como querem donos de estabelecimentos comerciais. O projeto proíbe o fumo em qualquer espaço coletivo, seja público ou privado, sob pena de multa.
O médico sanitarista João Alberto Lopes Rodrigues disse que a legislação federal que trata do assunto, elaborada na década de 90, já prevê o ''fumódromo''. ''Já existe legislação suficiente sobre 'fumódromos'. Tratar disso novamente é ficar na 'mesmice'. Não há avanço'', afirmou Rodrigues.
A advogada da Aliança Contra o Tabaco, Adriana Carvalho, disse que o ''fumódromo'' está ''ultrapassado''. ''Exaustor, ventilação, nada resolve. E mesmo que funcionasse, quem poderia custeá-lo?'', argumentou Adriana. A advogada também acrescentou que, mesmo com a existência dos espaços reservados, o problema não estaria resolvido. ''Os trabalhadores de bares e restaurantes são os mais expostos. E o Brasil assinou a Convenção-Quadro sobre Controle do Uso do Tabaco, que obriga a proteção ao fumante passivo. O fumo passivo é a terceira causa de morte evitável'', explicou.
O representante do Conselho Regional de Medicina, Marco Bessa, afirmou que o ''fumódromo'' só seria autorizado por ''interesses comerciais'', ''que não têm ligação com a saúde''. Ontem, um grupo de pessoas ligadas a organizações de defesa da proposta antifumo se manifestava em frente à AL. As galerias da Casa foram fechadas ao público, no início do mês, por causa da gripe A.
O presidente da Assembelia, Nelson Justus (DEM), confirmou que o projeto de lei antifumo será votado hoje em primeiro turno. Há possibilidade de se fazer uma sessão extraordinária para apreciar a matéria também em segundo turno de votação. A proposta começou a ser discutida na Casa no primeiro semestre.


