De autor de representação à Comissão de Ética a investigado pelo grupo. Essa pode ser a situação do corregedor da Câmara de Londrina, vereador Luiz Carlos Tamarozzi (PTB). A análise é do presidente da Comissão, vereador Roberto Kanashiro (PSDB), em relação ao pedido de investigação que o petebista formulara, em 8 de abril, contra os já afastados Renato Araújo (PP) e Osvaldo Bergamin (sem partido), citados na investigação do caso Caldarelli. À época, Tamarozzi se valera da denúncia criminal oferecida pelo Ministério Público (MP) sobre suposta cobrança de propina ao empresário Marcelo Caldarelli.
Com o aditamento da denúncia pelo MP, na semana passada, e o pedido de afastamento de cinco vereadores, entre eles Tamarozzi, Kanashiro acredita que a tendência é de a representação do corregedor ''também sofrer um aditamento''.
''Vamos aguardar uma posição da Procuradoria até o final desta semana, para saber também se houve conduta atentatória ou incompatível com o decoro parlamentar. Se a Justiça acatar o aditamento ou o afastamento, automaticamente o processo se desdobra também aqui na Câmara'', observou o tucano. Questionado sobre a situação específica da Corregedoria, o vereador resumiu: ''Como a denúncia inicial do MP foi aditada, isso pode comprometer a situação de isenção dele. Mas, até o momento, não há necessidade de o vereador se afastar da função de corregedor, a menos que fosse da vontade dele como o foi com o Renato (Araújo, vice-presidente da Comissão de Ética que se licenciou do posto).''
Kanashiro admitiu que estão sendo estudadas, pela assessoria jurídica, mudanças no Código de Ética pela inclusão de um quinto membro: com a saída de Araújo e eventual afastamento ou saída de Tamarozzi, o grupo deixaria de ter o mínimo necessário de três integrantes - e é da comissão que sai o corregedor. (J.G.)

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