Jerusalém – O minigabinete israelense reunido ontem à noite em Jerusalém decidiu ‘‘lançar em breve uma série de ações militares’’, em represália ao atentado suicida cometido pela manhã em Jerusalém. A informação é da rádio pública israelense, que citou fontes governamentais.
Durante a reunião também teria sido debatida a possível expulsão de colaboradores ligados ao presidente palestino Yasser Arafat, mas não se falou sobre o afastamento do líder palestino. As ações militares serão de maior envergadura em relação às realizadas recentemente nos territórios palestinos, mas não terão o alcance da operação ‘‘Muralha’’ dos dias 29 de março a 10 de maio na Cisjordânia, acrescentou a rádio.
Ao mesmo tempo em que estava sendo realizada a reunião de gabinete, uma unidade de veículos blindados do exército israelense entrou na cidade autônoma de Jenin, norte da Cisjordânia. Cerca de 50 veículos blindados, entre eles vários tanques, entraram na cidade e se dirigiram para o campo de refugiados próximo, apoiados por tiros disparados de vários helicópteros. Israel considera Jenin um ‘‘viveiro de terroristas’’ e seu exército já ocupou a cidade em repetidas ocasiões nos últimos meses.

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