O projeto que prevê o parcelamento da reposição salarial de 37,17% aos servidores municipais de Londrina, foi retirado ontem da pauta da Câmara de Vereadores por tempo indeterminado, a pedido do líder do Executivo na Casa, Roberto Fu (PDT). Os trabalhadores e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv), que acompanharam ontem a sessão, defendem que a proposta seja reavaliada pela administração. O prefeito Barbosa Neto (PDT), durante a entrevista coletiva concedida ontem de manhã, também se manifestou favorável ao adiamento da discussão.
''Estamos pedindo mais tempo pra negociar com o prefeito. Nós não queremos propostas unilaterais, nós queremos propostas que ocorram com a participação do sindicato'', afirmou o presidente do Sindserv, Marcelo Urbaneja.
Conforme Urbaneja, os projetos do Executivo ampliam o abismo dos salários entre os servidores. ''O sindicato pede que seja garantida a reposição. Com a reposição da inflação, os salários vão acompanhar o mercado'', afirma.
De acordo com Urbaneja, a administração propôs, em uma primeira oportunidade, que o reajuste de 37,17% fosse parcelado em 9 anos, 3,5% ao ano. ''Nós estamos buscando um tempo menor. Pelos nossos cálculos a prefeitura comporta uma reposição na ordem de 6% ao ano, durante 6 anos. É uma proposta defensavel e aceita pelos servidores.''
Para o prefeito Barbosa Neto (PDT), as críticas aos projetos têm cunho politico. ''Nós vamos ficar estudando o final de semana junto com o secretário Marco Cito e com outros secretários uma forma de apresentar, já na segunda-feira, um novo projeto. O que não pode é querer politizar essa ação, alguém que ficou de fora de todo processo, e as vésperas da eleição aparece para tirar uma casquinha, um dividendo político'', comentou.
Barbosa rebateu as críticas de que a administração poderia estar privilegiando uma determinada categoria de servidores, já que o reajuste de 70% contemplado no projeto era, apenas, para os que possuem ensino superior. ''São 335 profissionais que ficaram sete anos sem receber este reajuste que nós estamos corrigindo. Não estamos criando uma elite, na verdade, o que nós estamos fazendo é corrigindo as distorções do plano de carreira, cargos e salarios que foi feito na gestão passada'', concluiu.

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