O diretor administrativo-financeiro da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Antonio Kasprovicz, disse ontem que será aplicado 4,85% de reajuste salarial aos quase 230 funcionários da empresa. O percentual corresponde ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2005.
O índice de reajuste foi definido pela direção da CMTU em meio às negociações salariais que estão em andamento com uma comissão formada por funcionários e representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Londrina (Sindserv). O percentual apontado pela CMTU foi rejeitado por cerca de 40 funcionários reunidos em assembléia realizada na noite de terça-feira. Além do INPC, a categoria reivindica 33,27% de reajuste referente às perdas salariais acumuladas entre 2001 e 2004. ''Não apresentamos nada para o sindicato. Só informamos que vamos corrigir os salários, repor a perda do período 2005 a 2006. É uma decisão da direção de que vamos corrigir'', afirmou.
Kasprovicz ainda sinalizou que a CMTU discorda dos 33,27% de reposição reivindicados. ''Os números do sindicato não batem. Há muita informação perdida. Quando eles conseguirem recuperar as informações de como foi a evolução dos salários na empresa, poderemos conversar mais objetivamente. É um chute no escuro a reivindicação apresentada'', disse.
O diretor de Comunicação do Sindserv, Éder Pimenta, espera que as negociações sejam retomadas na próxima semana. ''Estamos fazendo um mapeamento para mostrar o que a empresa terá de acréscimo, quanto vai custar determinado percentual de reajuste no ticket-alimentação, por exemplo, e mostrar que não é um valor absurdo. Em cima dessa tabela queremos marcar nova negociação.''
Pimenta disse ainda que a categoria não se opõe ao repasse do INPC, mas assegurou que as negociações em torno das perdas salariais continuam. ''Quem passou essa proposta para mim foi o Gabriel (Ribeiro de Campos, presidente da CMTU) que foi apresentada aos funcionários. Agora, se já é uma decisão da CMTU pagar esses valores para a categoria, não tem problema nenhum, mas vamos continuar negociando. Estamos em assembléia permanente para negociar as perdas salariais de 2001 a 2004 para fechar o acordo coletivo. Queremos recuperar o poder de compra dos funcionários'', justificou. Campos não foi localizado pela reportagem.

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