Reposição ao funcionalismo pode ser comprometida
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terça-feira, 31 de janeiro de 2017
Edson Ferreira<br>Reportagem Local 
Durante a entrevista coletiva para explicar os cortes de investimentos e de custeio, o prefeito Marcelo Belinati (PP) admitiu que o contingenciamento pode afetar a reposição da inflação para o funcionalismo. A data-base é o mês de fevereiro e a pauta de reivindicações já foi apresentada ao prefeito pelo Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserv), considerando a recomposição inflacionária do período, que deverá fechar em 6,5%.
Questionado sobre o futuro dessa negociação com a categoria, Belinati disse que "temos que ter muita responsabilidade nesse momento". "De que adianta você dar a reposição salarial se no final do ano vai faltar recurso para pagar o salário. Vamos discutir, debater, dialogar com toda a sociedade civil e daí sairão outras medidas para que possamos passar por esse momento difícil de 2017", completou o prefeito.
Belinati também defendeu a revisão da carga horária do funcionalismo, hoje seis horas diárias. Ele descartou mexer nos direitos adquiridos, mas disse que o assunto vai ser reavaliado para futuros concursos públicos.
Segundo o presidente do sindicato, Marcelo Urbaneja, o discurso de Belinati repete o mesmo argumento de antecessores. "Nunca um prefeito afirmou que a situação é tranquila na hora de discutir a reposição", falou.
A Prefeitura de Londrina tem cerca de 10 mil servidores, a maioria nas áreas de educação e saúde, totalizando aproximadamente R$ 60 milhões mensais na folha. O sindicalista afirmou que a reposição inflacionária é uma obrigação patronal. "Precisamos ter responsabilidade na hora de fazer o orçamento, as coisas não são simples assim, não é só dizer que não tem condições de pagar. Essa recomposição é constitucional, direito de todo trabalhador."


