''Não considero isso nem um aumento, é obrigação, porque se trata apenas de reposição da inflação de um período''. A avaliação sobre o projeto que prevê reposição de 4,36% ao funcionalismo público municipal foi feita pelo próprio líder do Executivo na Câmara, vereador Sebastião Raimundo da Silva (PDT), após o plenário aprovar a matéria, encaminhada pela Prefeitura no último dia 9, por unanimidade. O percentual voltado a servidores ativos, aposentados e pensionistas, aplicado ainda sobre o auxílio-alimentação, refere-se ao acumulado entre fevereiro de 2009 e 31 de janeiro deste ano e teve pareceres favoráveis à aprovação assinados pelas comissões permanentes de Justiça, Finanças e Trabalho.
De acordo com o líder do prefeito, para a segunda e última votação da matéria deve ser proposta uma emenda do vereador Marcelo Belinati (PP) estendendo os 2,9% de reposição já pagos em maio do ano passado à categoria também aos servidores efetivos e comissionados (cerca de 150, os dois grupos juntos) do Legislativo. Segundo Belinati, o percentual, referente à inflação acumulada entre julho de 2008 e janeiro de 2009, não teria sido repassado aos servidores do Legislativo.
O pepista é autor também de um requerimento ao Executivo para que seja formada uma comissão que estude as perdas acumuladas elos servidores nos últimos oito anos - cerca de 37%, segundo o sindicato que representa a categoria, o Sindserv. Indagado sobre a atual comissão permanente de negociação já existente, com indicados pelo sindicato e pela Prefeitura, Belinati resumiu: ''Alguma medida efetiva em relação a esse acumulado tem que ser tomada, só discutir não adianta''.

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