ANTONIO ERMÍRIO DE MORAES - ‘‘Sempre foi um ótimo rapaz, muito atencioso e interessado. O governo está perdendo além do articulador importante, o elo entre a Câmara e o Senado. Sem dúvida alguma, a dobradinha Luís Eduardo/Antonio Carlos sempre agiu em conjunto. Isso é evidente nos últimos meses. A falta de Luís Eduardo será lamentável para o governo que deseja aprovar suas reformas’’, explicou Antonio Ermírio de Moraes.
TASSO JEREISSATI - ‘‘Foi sem dúvida uma grande tragédia, que vai atingir de frente o presidente Fernando Henrique Cardoso e toda a política nacional’’, disse hoje o governador Tasso Jereissati. ’ O deputado era um politico brilhante, com um enorme futuro pela frente’’, completou. ‘‘A morte do deputado representará uma enorme perda para o País’’, observou Jereissati, que embarcou para Salvador em companhia do senador Sérgio Machado, líder do partido no Senado, do deputado Nélson Otoch e do empresário Amarilio Macedo, pré-candidato do PSDB ao governo do Estado.
FERNANDO COLLOR - O ex-presidente Fernando Collor (PRN), disse que se sente triste e consternado com a morte do deputado Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA), líder do governo na Câmara. ‘‘Morre um grande amigo e o Brasil perde a sua mais promissora liderança política’’, afirmou o ex-presidente que permanece em Maceió mantendo contatos com as lideranças políticas locais. O primo de Collor, Euclydes Mello - que foi deputado federal por São Paulo e colega de Luís Eduardo na Câmara, de 90 a 94 - disse que o ex-presidente deverá participar da missa de Sétimo Dia do político baiano, em Salvador (BA). Euclydes lembrou que foi Luís Eduardo quem fez a defesa de Collor na Câmara, durante o processo de impeachment contra o ex-presidente.
DOM LUCAS MOREIRA NEVES - O cardeal arcebispo de Salvador, dom Lucas Moreira Neves, não poderá acompanhar o velório e o sepultamento do deputado Luís Eduardo Magalhães, que ocorreu ontem na capital baiana. O religioso está em Indaiatuba, no Interior de São Paulo, onde preside a abertura da 36ª Assembléia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). ‘‘Estou muito mortificado em não poder ir até Salvador’’, disse dom Lucas. Ele incumbiu o monsenhor Gaspar Sadoc da Natividade de representá-lo, oficialmente, no sepultamento. Dom Lucas disse que enviaria uma mensagem escrita aos familiares do deputado. ‘‘Fiquei chocado, como toda a Nação’’, disse o presidente da CNBB, que admitiu ter um relacionamento muito próximo com Luís Eduardo Magalhães. ‘‘Sempre que precisava, recorria a ele para conhecer melhor os projetos em tramitação na Câmara dos Deputados’’, disse dom Lucas.
JORGE BORNHAUSEN - O presidente do PFL, Jorge Bornhausen, disse que, ‘‘até em homenagem ao deputado Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA), o Congresso deve conduzir o processo de aprovação das reformas constitucionais. ‘‘Se o Congresso tiver consciência, retoma a votação já na semana que vem’’, afirmou Bornhausen. Sobre a campanha presidencial de 2002, para a qual Luís Eduardo era o mais provável candidato do PFL, Bornhausen desconversou: ‘‘2002 é muito longe. Ainda temos 1998’’, esquivou-se.
INOCÊNCIO OLIVEIRA - O líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira, disse que solicitou ontem ao ministro da Previdência Social, Waldeck Ornelas, um prazo de quinze dias para a retomada de votação do projeto da reforma constitucional da Previdência, em decorrência da morte do líder do governo na Câmara, Luís Eduardo Magalhães. Para Inocêncio, a morte de Luís Eduardo foi ‘‘uma perda irreparável’’. ‘‘Era um articulador político incansável’’. Inocêncio Oliveira anunciou que a sala onde fica a liderança do partido passará a ser chamada de sala Luís Eduardo Magalhães.

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