Uma reorganização de vagas nas escolas municipais deve eliminar o deficit de vagas para o ensino infantil voltado para crianças de 4 e 5 anos e pode reduzir quase pela metade a demanda para 0 a 3 anos a partir do ano que vem. Os números foram passados ontem pela secretária de Educação de Londrina, Janet Thomas, na Câmara Municipal de Londrina (CML).
Para Sandra Graça (SD), presidente do comitê de crise instaurado na Câmara, a Secretaria Municipal de Educação teve grandes e criativos avanços na solução do problema, mas, para 2016, conseguiu cumprir as metas federais exigidas no Plano Nacional de Educação (PNE). Além disso, ela vê na cobrança da Câmara um acelerador para essas mudanças.
Segundo Janet, a reorganização em 177 unidades escolares permitiu ampliar em 1.329 as vagas em escolas e creches já existentes, com realocação de espaços administrativos e otimização de turmas.
Foram ainda construídas três novas unidades, ampliando as vagas em 590, construídas salas de aula em caucionamento (contrapartidas exigidas de empreendedores) que viabilizaram mais 1.424 vagas; e ampliação de salas com recursos da própria secretaria para mais 370 vagas. Além disso, afirma Janet, foram criadas 179 novas turmas, mas com a contratação de apenas 61 professores com a reorganização dos horários dos docentes.
Pelo cálculo da secretária, desde o início da gestão até janeiro de 2016, o saldo será de 9.295 crianças em salas de aula, mas, segundo ela, os gargalos se acumulavam até julho devido à descentralização de informações na pasta.
Não havia, por exemplo, a planta das escolas municipais e o controle das aulas dos professores era feito pelas próprias unidades escolares, que passavam os dados para a pasta. "Nós fizemos todas as plantas e organizamos as informações até julho e, com isso em mãos, checamos em todas as escolas. Otimizamos espaços físicos, recursos humanos e recursos financeiros", afirma.
Com a reorganização, baixa de 4,5 mil para 3,2 mil o deficit nas creches, mas a secretária ainda conta com o chamamento público para preencher vagas ociosas em escolas particulares, estimadas em 800 pelo sindicato que representa o setor. "Então, cairia para 2,4 mil inscritos na lista de espera, mas temos de esperar as escolas nos procurar para oferecê-las", explica.
A falta de informações ficou clara no meio do ano, quando o comitê de crises cobrou o número de salas de aula exigidas em contrapartidas de empreendimentos imobiliários que não foram entregues. As secretarias municipais precisaram de uma força-tarefa para levantar os dados, que permitiram localizar contrapartidas em atraso desde 1999.

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