É grande a expectativa em torno da sessão de hoje à tarde na Câmara de Vereadores de Londrina, quando o Plenário vota a admissibilidade da denúncia por quebra de decoro parlamentar contra Orlando Bonilha (PR), atualmente no terceiro mandato e, pelo menos até janeiro passado, pré-candidato à Prefeitura. O suspense, porém, pode não durar até lá: uma reunião realizada ontem à noite entre Bonilha, seu advogado, Ronaldo Neves, e outros nomes que não foram revelados - entre os quais, aliados dele no Legislativo - deve trazer ainda nesta manhã se o ex-presidente da Casa por quatro anos enfrenta uma Comissão Processante (CP), encara as vias judiciais para evitá-la ou, no lado oposto, renuncia ao cargo e garante os direitos políticos.
As três alternativas foram colocadas ontem à noite por Neves, à reportagem, pouco antes do início da reunião, às 21 horas. De acordo com o advogado, caso a avaliação fosse a de que Bonilha não tivesse ''sustentação, pois esse (uma CP) é um julgamento essencialmente político'', a renúncia seria a alternativa utilizada. Até aquele momento, porém, ele negou que houvesse tendência maior a uma ou outra medida. A renúncia, por sinal, fora cogitada por Neves, pela primeira vez, na sessão de terça-feira.
O vereador teve a quebra de decoro apontada em relatório da Comissão de Ética da Câmara, que o investigou depois de ele ser acusado de formação de quadrilha e concussão pelo Ministério Público. Outros três vereadores, contudo, escaparam de punição. (J.G.)

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