Brasília - A renúncia do senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) e dos dois suplentes, cogitada para que ele dispute nova eleição, será uma estratégia arriscada do ponto de vista jurídico.
O primeiro risco é a cassação do registro da candidatura pela Justiça Eleitoral, para impedi-lo de retornar ao cargo. Se vencer esse obstáculo e for reeleito, ele terá outro desafio: o Supremo Tribunal Federal (STF) não deverá barrar um novo processo contra ele no Conselho de Ética do Senado.
''É uma estratégia muito temerária. A lógica é que haja nova eleição, mas a obtenção do registro não é automática'', diz o advogado e ex-ministro do TSE Torquato Jardim. A Constituição prevê nova eleição se o cargo de senador ficar vago por causa da renúncia do titular e dos suplentes. Caso concorra, Roriz terá a sua candidatura inicialmente questionada no Tribunal Regional Eleitoral do DF.

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