A instituição da família e a figura da dona de casa foram usadas ontem como uma espécie de salvo-conduto por Renilda Santiago, para tentar se dissociar dos negócios do marido, o publicitário Marcos Valério de Souza, e amenizar o questionamento dos parlamentares na CPI dos Correios. Considerada por muitos antes do depoimento como ''personagem frágil'' - ela chorou três vezes -, a imagem não se sustentou durante a sessão. A própria Renilda disse que se tornou ''um pouco leoa'' para defender sua família, principalmente os dois filhos, depois que o nome de Valério apareceu no escândalo do ''mensalão''.
Ela reclamou muito da exposição que diz estar sofrendo e da falta de privacidade. Ela afirmou estar deprimida. Apesar de ser sócia das agências de publicidade DNA e SMPB, Renilda afirmou que não participava das atividades da empresa. ''Dei uma procuração a meu marido, como muitas mulheres no Brasil fazem. Se você casou, você confia, você ama e passa a ser do lar'', disse ela, ressaltando que não se arrepende da opção que fez. Renilda disse conviver com Valério há 25 anos - sete de namoro e 18 de casamento.
Formada em pedagogia, Renilda chegou a trabalhar no Bemge (Banco do Estado de Minas Gerais) mas encerrou a carreira profissional ao ter o primeiro filho. Ela disse, no entanto, se arrepender de ter ficado ''tão alheia'' ao que acontecia em suas próprias agências. ''Nunca participei das empresas. Se me perguntarem a cor do tapete da DNA eu não sei'', afirmou Renilda. (Folhapress)

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