Renegociação é apoiada por prefeitos do Paraná
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sexta-feira, 15 de janeiro de 1999
Patrícia Zanin 
Prefeitos do PT, PDT e PMDB do Paraná apóiam a proposta de renegociação das dívidas dos municípios que será feita hoje pelo prefeito de Betim (MG) Jésus Lima. A proposta será apresentada pela Frente Nacional de Prefeitos na reunião de secretários de Fazenda de governos de oposição em Porto Alegre, preparatória de encontro de governadores.
O secretário do PDT no Paraná, André Menegotto, disse ontem ser favorável à idéia, mas acredita que uma renegociação com as prefeituras vai depender de um acordo anterior entre os governadores e a União. Pode ser um canal, sem dúvida, afirmou.
O prefeito de Corbélia (24 km ao norte de Cascavel), Clóvis João Bombarda (PDT), também apóia a medida. Até agora os prefeitos não tiveram êxito e a União tem usado e abusado de estados e municípios. Se os municípios conseguiram renegociar suas dívidas é um fôlego de caixa para aplicar a verba em outros projetos, afirmou. Dos R$ 6 milhões arrecadados no ano passado pela prefeitura de Corbélia, Bombarda disse ter gasto cerca de R$ 400 mil para quitar dívidas com a União.
O secretário-geral do PT no Estado, Roberto Salomão, disse ontem que o governo FHC deixou Estados e municípios literalmente falidos. Os prefeitos estão com a corda no pescoço e devem aderir a esse pedido de renegociação das dívidas. Não só os de oposição, mas também os da base governista, afirmou.
O prefeito de Medianeira (75 km a oeste de Cascavel), Luiz Suzuke (PT), disse ser a favorável à proposta de renegociação das dívidas com o governo federal. Segundo ele, Medianeira compromete menos de R$ 1 milhão da arrecadação anual de R$ 15 milhões para pagar débitos com a União. Porém, mais do que renegociar dívida os prefeitos da região querem aumentar a distribuição do bolo tributário e redefinir o papel da União, dos Estados e municípios, explicou.
Esta semana, a direção do PMDB no Paraná enviou carta de solidariedade ao governador de Minas Gerais, Itamar Franco, pela decisão do ex-presidente de interromper o pagamento da dívida estadual ao governo federal. A carta foi assinada pelo presidente do partido, senador Roberto Requião.


