A matéria até era polêmica, conseguiu a proposição de quase 10 emendas parlamentares, alguns vereadores até sugeriram, no início da semana, que proporiam novas alterações o que não foi feito. Mesmo assim, o Executivo conseguiu na forma original a votação em segundo e último turno do projeto de lei que renegocia a dívida da Companhia de Habitação (Cohab) de Londrina com a Caixa Ecnômica Federal (CEF).
O documento estabelece a transferência da dívida de R$ 215 milhões que a Companhia tem com o banco para a Prefeitura. O prazo para pagamento, que era de 12 anos, pulou para 21 anos; os juros de pouco mais de 4% ano caem para 3,08%. Alguns vereadores, porém, alertavam anteontem para o fato de o financiamento praticamente dobrar o valor da parcela (de quase R$ 600 mil para valores acima de R$ 1 milhão), depois de três anos de quitação portanto, já fora do mandato do prefeito Nedson Micheleti (PT). Entretanto, nada foi falado a respeito ontem.
Também ontem, e em regime de urgência, os parlamentares aceitaram em primeiro turno o projeto que cria o cargo de corregedor-geral na Prefeitura de Londrina, com outros quatro assessores, atrelado à Procuradoria Jurídica do Município. Segundo o procurador-geral Mauro Yamamoto, o corregedor será cargo comissionado de R$ 4,3 mil; e a corregedoria impactará em R$ 9 mil mensais ao erário, para ''funções de sindicância e processo administrativo''. (J.G.)

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