São Paulo – Em sua delação, Nestor Cerveró afirmou que, em 2012, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) o chamou em seu gabinete no Senado para reclamar da "falta de propina". Na ocasião, o presidente da Casa era José Sarney (PMDB/AP). Renan, presidente do Senado, é alvo de 12 inquéritos no Supremo Tribunal Federal. No depoimento, Cerveró contou que em 2009, depois da posse de José de Lima Andrade Neto na presidência da BR Distribuidora, foi feita uma reunião no anexo do hotel Copacabana Palace, da qual teriam participado o empresário Pedro Paulo Leoni Ramos, o PP, que segundo o ex-diretor estaria representando o senador Fernando Collor de Mello (PTC/AL). Também estavam no encontro Renan Calheiros, Delcídio do Amaral e o próprio Cerveró. "Nessa reunião, José de Lima Andrade Neto foi bastante didático ao explicar que os negócios nos quais haveria ‘discricionaridade’ da BR Distribuidora eram a compra de álcool, o aluguel de caminhões para transporte de combustível e a construção de bases de distribuição de combustíveis; que esses seriam os negócios que poderiam render propina mais substancial na BR Distribuidora", declarou Cerveró. A reportagem procurou Renan, Collor e José de Lima Andrade Neto, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. "Pedro Paulo Leoni Ramos não comenta delações premiadas e se manifestará nos autos, fórum adequado para a apresentação de sua defesa". (Agência Estado)

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