Renan tentou imprimir clima de normalidade
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Mariana Haubert e Daniela Lima<br> Folhapress 
Brasília - Num dia que começou marcado por excepcionalidades, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tentou imprimir clima de normalidade à Casa que comanda. Renan manteve as agendas já marcadas para ontem e capitaneou uma reunião com os líderes partidários. Tratou, segundo relatos, apenas da pauta legislativa. Aliados do peemedebista são alvos da nova fase da operação Lava Jato, a Catilinárias. A Procuradoria chegou a pedir uma busca na casa de Renan, mas o STF negou. À imprensa, Renan evitou comentar as apurações em curso. Limitou-se a dizer que tem colaborado com as investigações sempre que lhe é solicitado e que não tinha novas informações sobre o caso. Ele chegou ao Senado por volta das 11h e participou de uma missa de Natal celebrada no Salão Negro do Congresso Nacional. Renan assistiu a todo o rito com ar solene e sereno. A missa foi celebrada pelo vigário geral da Arquidiocese de Brasília, padre André, e pelo padre Aleixo. Durante a cerimônia, os padres lembraram que aquele era um momento de "pedir perdão a Deus, reconhecendo as nossas culpas". Ninguém abaixou a cabeça para rezar neste momento. Na homilia, o padre André afirmou que o Natal é tempo de se fazer "um resgate das nossas ruínas, ruínas essas provocadas pelo pecado". Renan fez a leitura da "Liturgia da Palavra".


