Renan tem derrota tripla
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terça-feira, 03 de julho de 2007
Rosa Costa, Cida Fontes e Ana Paula Scinocca<BR>Agência Estado 
Brasília - O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), sofreu ontem a mais fragorosa derrota política desde que o processo contra ele, para investigar suposta quebra de decoro, foi aberto na Casa, há pouco mais de um mês. A manobra arquitetada por ele e seus aliados na véspera, e que previa o arquivamento das investigações pelo voto secreto em plenário, foi derrubada em reunião de quase quatro horas da Mesa Diretora. A derrota de Renan foi tripla: ele perdeu na tentativa de arquivar o processo pela Mesa, de submeter a decisão ao plenário por meio de voto secreto e, por fim, quando por unanimidade a Mesa reforçou a posição do Conselho de Ética de tocar adiante o processo, em vez de voltar à estaca zero.
Seis dos sete integrantes da Mesa - formada por PMDB, Democratas, PSDB, PT e PL - decidiram referendar os atos do Conselho de Ética em relação ao processo contra Renan. Ou seja: ficou estabelecido que o colegiado, se assim quiser, poderá aprofundar a perícia dos documentos oferecidos por Renan em sua defesa ou adotar qualquer providência, que não implique em extrapolar suas funções. O primeiro vice-presidente, senador Tião Viana (PT-AC), presidiu a reunião da Mesa no lugar de Renan, mas só vota em caso de empate.
Estava prevista para ontem à noite nova reunião do Conselho, que seria o primeiro encontro sob o comando do novo presidente do órgão, Leomar Quintanilha (PMDB-TO). A reportagem apurou que a nova relatoria tende a ser tripla, e os três senadores cotados para a função eram Renato Casagrande (PSB-ES), Almeida Lima (PMDB-SE) e Arthur Virgílio (PSDB-AM). Até o fechamento desta edição, ainda não havia sido definido o novo relator.


