Renan nega acusações de espionagem
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segunda-feira, 08 de outubro de 2007
Gabriela Guerreiro<BR>Folhapress 
Brasília - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), divulgou ontem nota oficial para rebater as acusações de que estaria montando um suposto dossiê para chantagear os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Marconi Perillo (DEM-GO). Na nota, Renan nega as acusações ao afirmar que repudia ''com veemência e indignação'' a suposta ação de chantagem.
''Repudio, mais uma vez, com a veemência e indignação que a situação exige, as falsas acusações de que estaria usando servidores do Senado Federal para práticas inescrupulosas, imorais e ilegais. Isso não faz parte do meu caráter'', disse.
Renan afirma que, à medida em que a ''verdade vai destruindo as falsas imputações pretéritas'' de que é acusado, novas acusações surgem para tentar indispor-lhe com os senadores.
''Eu sim tive a vida devassada e não recorreria a indignidade como as que me foram falsamente atribuídas. É preciso ter responsabilidade e cobrar das fontes das maledicências as provas das acusações.''
O senador reafirma, na nota, que mantém ''sincero respeito'' por todos os parlamentares sem qualquer exceção. ''São ilustres pares que, como eu, foram eleitos pelo voto popular e desempenham nesta Casa papel fundamental para o aperfeiçoamento da democracia e do Estado de Direito'', diz Renan.
O presidente do Senado é acusado de usar seu assessor especial, Francisco Escórcio - que é ex-senador - para espionar Demóstenes e Perillo. Demóstenes ficou sabendo do plano de espionagem por Pedrinho Abrão, empresário e ex-deputado por Goiás.
Na semana passada, Abrão se encontrou com Escórcio - que teria pedido a ajuda de Abrão para grampear os telefones dos senadores e fotografá-los embarcando de jatinhos de empresários da região. Abrão é dono de um hangar e de uma empresa de aviação em Goiânia.
Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, Renan também estaria reunindo elementos para chantagear o senador José Agripino Maia (DEM-RN) por meio de seu filho, o deputado Felipe Maia (DEM-RN).
Renan estaria vasculhando negócios do filho do senador ligados à empresa que presta serviços à BR Distribuidora, da Petrobras, no Rio Grande do Norte. A interlocutores, Renan disse ter uma ''bomba'' contra o líder do DEM no Senado.


