Renan, Maia e Temer falam em agenda comum
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 20 de julho de 2016
Folhapress 
São Paulo - Os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Rodrigo Maia, passaram mais de três horas reunidos na noite de terça-feira (19) com o presidente interino Michel Temer, na residência oficial do Palácio do Jaburu, discutindo soluções que, segundo eles, podem ajudar a superar a crise econômica e criar um ambiente de convergência entre o Executivo e o Legislativo. As informações são da Agência Brasil.
Sem debaterem um tema específico, Renan e Maia disseram que durante o jantar os três manifestaram desejo de trabalhar juntos em uma agenda que passa prioritariamente pelas medidas econômicas, e prometeram mobilizar os líderes dos partidos para a importância de uma pauta comum do governo com o Congresso. De acordo com o presidente do Senado, Temer está "animado" e tem "certeza que o país vai contar com a colaboração" que os parlamentares poderão dar às propostas. "O país vive esse bom momento do ponto de vista das relações do presidente da Câmara com o presidente do Senado, e com o próprio governo. Acho que isso tranquiliza a sociedade", disse Renan.
Segundo Rodrigo Maia, apesar dos compromissos de deputados e senadores em suas bases devido às eleições municipais, cada um deve entender o momento de "crise profunda" pelo qual passa o Brasil e, desse modo, participar das votações de dois a três dias por semana. "Vamos estudar em conjunto até a próxima semana para construir uma agenda consensual entre as duas Casas", disse o presidente da Câmara.
DEPUTADOS FALTOSOS
Rodrigo Maia disse na manhã desta quarta-feira (20) que vai descontar salários dos deputados que não estiverem presentes à sessões convocadas ao longo desse segundo semestre: "Pauta marcada, deputado tem que estar presente. Em qualquer trabalho é assim. Se você marcou uma data para exercer, para que eles estejam aqui para votar, é importante que todos votem".
A prática, adotada pelo antecessor Eduardo Cunha (PMDB-RJ), havia sido suspensa na breve interinidade do primeiro vice-presidente da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), que esteve no comando entre 5 de maio, quando Cunha foi afastado por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF), até o último dia 14, quando Maia foi eleito para o mandato tampão. A prática se mostrou bem-sucedida durante a gestão Cunha, que conseguia manter o plenário cheio mesmo em dias que, tradicionalmente, o Congresso já tinha os corredores esvaziados, como às quintas-feiras. (Colaborou Débora Álvares/Folhapress)


