Renan deve fechar com PDT e consolidar reeleição no Senado
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quarta-feira, 06 de dezembro de 2006
Christiane Samarco<BR>Agência Estado 
Brasília - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), deve obter hoje o apoio fechado da bancada do PDT à sua reeleição. Segundo o líder pedetista, Osmar Dias (PR), é esta a tendência dos quatro senadores do partido, que se reúnem hoje de manhã para tirar uma posição comum na sucessão do Senado. A adesão do PDT é considerada decisiva na disputa entre o PMDB de Renan e o PFL do líder no Senado, José Agripino Maia (RN).
Se o PDT fechar com Renan, a candidatura do PFL, segundo um dirigente pefelista, será ferida de morte. Como o senador eleito João Durval (PDT-BA) já é dado como voto certo em favor de Renan, embora nem sequer tenha tomado posse, conquistar a bancada pedetista é o mesmo que garantir cinco votos de uma tacada só. Na contabilidade eleitoral, em que os votos são contados em dobro quando migram de um candidato para o adversário, o apoio dos cinco pedetistas significam uma vantagem de dez votos para o peemedebista.
Para obter o compromisso de voto do PDT, Renan garantiu à bancada que a presidência da Comissão de Educação será reservada ao senador Christovam Buarque (PDT-DF), na partilha dos postos de comando do Senado. Embora tanto Christovam quanto o líder Osmar Dias tenham perfis oposicionistas em relação ao Palácio do Planalto, nenhum dos dois faz reparos à atuação de Renan na presidência, a despeito do propalado apoio do presidente Lula à reeleição.
''Ao contrário - observou Dias, considero que ele (Renan) está sendo um presidente bem democrático e muito justo com a oposição. Ele não tem dificultado em nada nossa atuação'', completou. O que existe, segundo o líder pedetista, é a avaliação de que um presidente de oposição ao Planalto no Senado faria ''um contraponto'' ao governo.
A despeito da articulação de Renan com o PDT, Agripino marcou para o início da tarde um almoço com a bancada do PSDB no Senado e revela-se otimista: ''Acho que dará para fechar o apoio de toda a bancada tucana. Minha expectativa é esta''. A cúpula tucana, porém, argumenta que já apoiou Agripino para o posto de vice de Geraldo Alckmin na disputa presidencial, mas que o pefelista não conseguiu fechar seu partido, como prometera.


