Brasília - Em seu ''dia de presidente'', o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente em exercício, passou cerca de duas horas ontem em despachos no Palácio do Planalto e limitou-se a receber, durante esse tempo, a visita de aliados. ''Nada de medidas provisórias, nada de vetos, nada de nomeação de ministros'', disse, ao ser questionado se editaria alguma MP em seu período na cadeira presidencial.
Renan é presidente do Senado, terceiro na linha sucessória da presidente Dilma Rousseff. Ele ficou no cargo durante a ausência de Dilma, do vice-presidente, Michel Temer (PMDB-SP), e do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Dilma viajou na última quinta-feira para a Etiópia, onde participa hoje do Jubileu de Ouro da União Africana. Temer, por sua vez, foi a Quito, no Equador, para a posse do presidente Rafael Correa, e retorna hoje, quando assumirá o cargo de presidente. Alves está fora do Brasil desde o início da semana, em viagem aos Estados Unidos.
Durante o tempo que permaneceu no Planalto, recebeu os senadores José Sarney (PMDB-RR), Zezé Perrella (PDT-MG), Paulo Paim (PT-RS) e Gim Argello (PTB-DF) e o governador de Alagoas, Teotônio Vilela (PSDB). Também foi visitado pelo ex-senador Wilson Santiago (PTB-PB), além das ministras Helena Chagas (Comunicação Social) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil). Tirou fotos e conversou.
Não é a primeira vez que ele assume a cadeira presidencial: em 2006, quando presidente do Senado, ele ocupou o cargo na ausência do então vice-presidente José Alencar, do então presidente Lula e do então presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

mockup