Brasília - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), decidiu ontem conceder um prazo de 45 dias para que o governo federal envie ao Congresso uma defesa prévia sobre a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que recomendou a rejeição das contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff. Apenas após este período, o processo começará a ser analisado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), que terá 77 dias para analisar a decisão da corte. De acordo com o despacho assinado pelo senador, o Congresso Nacional fará não apenas um "julgamento técnico" e o parecer do TCU é um elemento de "formação da convicção dos parlamentares".
Com isso, o governo ganha na prática dois meses até o fim da análise da decisão pelo Congresso. O temor do Planalto era que uma possível manutenção da decisão pela rejeição das contas de Dilma pudesse acelerar um processo de impeachment contra a presidente. No entanto, com a decisão, o processo só deverá ser concluído no ano que vem, após a volta dos trabalhos legislativos.

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