Brasília - Pressionado por movimentos anticorrupção para deixar o cargo, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou ontem medidas de ''transparência'' e cortes de gastos na instituição. Renan subiu à tribuna do Senado para anunciar uma reforma administrativa que, segundo o peemedebista, vai reduzir em R$ 262 milhões por ano os gastos da Casa.
Entre as medidas anunciadas pelo senador, está o aumento de 6 para 7 horas na jornada diária dos servidores do Senado, com o objetivo de reduzir o pagamento de horas extras. Segundo Renan, a medida que vai resultar em R$ 160 milhões em economia.
O senador também determinou a extinção do serviço médico do Senado. Passam a funcionar apenas serviços de emergência, sem atendimento ambulatorial. ''Estamos eliminando um serviço indefensável e gratuito. A economia, com essa medida, é da ordem de R$ 6 milhões. O que acontecia na prática: todos os servidores do Senado têm um plano de saúde. O Senado prestava assistência ambulatorial sem que ela fosse ressarcida pelo plano de saúde'', afirmou. Os médicos e servidores que forem concursados, segundo ele, serão colocados à disposição do governo - o que na prática não representa economia para a instituição, já que o Senado terá que continuar a pagar seus salários.
Outra mudança é limitar a 55 o número de cargos nos gabinetes dos senadores - atualmente, esse número chega a 80. A redução também não impacta nos gastos, já que a verba destinada para o pagamento total será a mesma.
Renan também anunciou a extinção de 500 funções comissionadas do Senado, um corte estimado de 25% dos servidores que ocupam cargos de confiança. A economia do corte, segundo ele, será de R$ 26 milhões.
Ele também prometeu não renovar contratos de mão de obra terceirizada que vencerão ao longo de 2013 e reduzir o número de contratações, entre eles contratos de ''apoio administrativo''.
O senador disse que haverá redução de 20% na área de vigilância do Senado e anunciou a fusão de três órgãos da Casa: o ILB (Instituto Legislativo Brasileiro), o Interlegis e o Unilegis.
Renan disse que vai unificar ''processos administrativos'' do Prodasen (setor de informática) e da gráfica do Senado, deixando vagas funções comissionadas.
As chefias dos gabinetes dos senadores poderão ser ocupadas por cargos comissionados, o que segundo Renan é um ''avanço'' para evitar que novas funções sejam criadas para a contratação de nomes de confiança dos parlamentares.
Outra mudança é a suspensão de nomeações para áreas da Polícia Legislativa, Saúde e Assistência Social.

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