Curitiba - O antigo esqueleto abandonado do chamado Fórum de Curitiba está pronto. Ele começou a ser construído em 1987 e teve as obras interrompidas em 1991. Neste ano, um novo projeto que previa corte de parte da estrutura foi aprovado e executado pela Secretaria de Estado de Obras Públicas. Remodelado, o prédio passa agora por uma decoração rigorosa.
O objetivo é deixar o local adequado para receber os funcionários e as autoridades que atualmente cumprem expediente no Palácio Iguaçu. O gabinete do governador Roberto Requião, a Casa Militar, a Casa Civil, o Cerimonial e a Comunicação deverão ser transferidos para o local na virada do ano. Os demais setores, como a vice-governadoria, também funcionarão no prédio até que o Palácio Iguaçu (inaugurado na década de 50) passe por uma reforma.
''Lembro que em agosto de 2003, o governador autorizou a retomada da construção e decidiu que o novo prédio abrigaria as secretarias e seu gabinete. Fizemos um reforço na estrutura, modificações no corpo do prédio, aumentamos o número de elevadores e destinamos uma área maior para estacionamento. Como resultado temos um prédio moderno, que prioriza a economia de água e luz'', declarou Luiz Dernizo Caron, secretário de Estado de Obras Públicas. Ao todo, são sete elevadores (um deles será exclusivo do governador). Como o prédio foi feito com uma arquitetura moderna (vãos livres), divisórias separarão os ambientes.
As obras de remodelação do antigo prédio iniciaram no dia 3 de agosto. Na primeira etapa, foram retirados os quatro últimos andares. A justificativa era a de que a estrutura antiga não tinha segurança, nem sustentação. Foram gastos R$ 29,5 milhões na reforma do prédio. A implosão, que chegou a ser pensada pelas autoridades estaduais, custaria quase R$ 4 milhões. O prédio, criado originalmente para abrigar o Fórum de Curitiba (hoje transferido para a antiga Prisão Provisória do Ahú), receberá secretarias estratégicas como a da Administração, do Planejamento, de Indústria e Comércio.
Para o engenheiro Celso Martins, que trabalhou na correção da estrutura do edifício, o principal desafio foi garantir a execução da reforma com segurança. ''Como ele foi construído com fundação irregular e fachadas tortas, foi necessário um reforço estrutural com novos pilares e laje armada'', contou Martins.
Do antigo projeto de 39.291 metros quadrados, o prédio ficou com 29.736 metros quadrados, incluindo o subsolo (que será usado como estacionamento) e a cobertura (onde será o salão de eventos, a cozinha e o escritório privativo). O gabinete do governador ficará no último andar. No térreo foram projetados dois auditórios, um restaurante, a biblioteca e um espaço para abrigar futuramente uma agência bancária. Na fachada foram instaladas brises - chapas parecidas com persianas que são capazes de conter a luz solar e evitar o uso de cortinas.
O presidente do Tribunal de Contas (TC), Heinz Herwig, acredita que a obra resgata a confiança no uso do dinheiro público. ''Eu tinha essa obra engasgada. A obra inacabada é muito pior do que a obra não realizada'', disse Herwig. A inauguração do novo prédio será no dia 1º de janeiro de 2007, na posse do governador reeleito Roberto Requião.

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