Relatórios de CPI serão levados aos investigadores
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sábado, 26 de novembro de 2005
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O deputado federal Gustavo Fruet (PSDB-PR), sub-relator de movimentações financeiras da CPMI dos Correios, afirmou ontem que não vai mais enviar relatórios parciais das investigações para votação na Comissão e que todas as informações que forem colhidas vão ser divididas com a Polícia Federal e com o Ministério Público (MP). O primeiro relatório parcial do deputado foi considerado tendencioso porque pede o indiciamento do ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, e do publicitário Marcos Valério, porém não cita irregularidades no financiamento de campanhas tucanas.
Fruet considerou as críticas ao seu relatório, que obstruíram a votação, uma derrota para a CMPI. O deputado justificou a ausência dos financiamentos irregulares das campanhas do PSDB com o argumento de que a idéia é produzir relatórios em capítulos justamente para evitar dúvidas. ''Os documentos referentes aos empréstimos feitos pelo senador Azeredo ainda não chegaram por completo à CPMI. Por isso ainda não constam do relatório'', justificou. O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) foi acusado no depoimento do tesoureiro Cláudio Mourão de usar caixa 2 em sua campanha para reeleição ao governo de Minas Gerais em 1998.
Para evitar que este tipo de reclamação aconteça novamente, Fruet afirmou que não serão eviados mais relatórios parciais para votação na Comissão, mas as informações vão ser repassadas para os órgãos que também estão investigando as irregularidades. ''Como são fatos públicos vou enviar por minha iniciativa à Polícia Federal, ao MP e também ao Conselho Regional de Contabilidade de Minas Gerais porque podem ajudar nas investigações'', explicou o deputado. ''Nós vamos continuar produziando relatórios parciais, mas não vamos votar'', completou.
Fruet deu entrevista ontem em Curitiba durante um encontro que reuniu políticos para discutir a prática da política baseada na fraternidade, organizado pelo Movimento Político pela Unidade (MPPU). O objetivo do movimento é a integração política independente de partidos. Durante o evento foram apresentadas experiências, realizadas em diversos estados do País, que mostraram a superação de divergências entre governo e oposição, política e cidadania, e entre cidades, para construir políticas de estado em função da criação de estratégias de desenvolvimento.


