Relatório vai pedir indiciamento de Gushiken
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segunda-feira, 13 de março de 2006
Eugênia Lopes<br>Agência Estado 
Brasília - O relatório preliminar do sub-relator de fundos de pensão da CPI dos Correios, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), vai pedir o indiciamento de cerca de 20 pessoas, entre proprietários de corretoras e dirigentes de entidades de previdência privadas de estatais, além de autoridades do governo. Entre os indiciados está o ex-ministro Luiz Gushiken, atual chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE). O relatório também vai tratar da denúncia contra o deputado Nilton Baiano (PP-ES), que teria recebido recursos de fundo de pensão.
''É evidente que o relatório terá o caso do Nilton Baiano. No caso do Gushiken, basta ler o relatório da Controladoria Geral da União para que necessariamente nós proponhamos o seu indiciamento'', disse ontem o relator da CPI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR). Ele promete entregar o texto final daqui a uma semana, no dia 21 de março. Em seu relatório final, Serraglio anunciou que vai propor também o indiciamento do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, que teria recebido R$ 300 mil do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza e envolvido em irregularidades com o suposto desvio de R$ 10 milhões da Visanet - administradora de cartões de crédito que tem entre seus sócios o Banco do Brasil.
ACM Neto pretendia entregar para Serraglio a primeira versão de seu relatório sobre fundos de pensão ontem à noite. Amanhã, o deputado vai apresentar o restante do relatório com os pedidos de indiciamento ao Ministério Público dos envolvidos em irregularidades com fundos de pensão. ''Pode-se afirmar que existiram problemas com fundos de pensão no atual governo e também no governo passado. Há conexões que são óbvias com o mensalão'', disse.
Nas 400 páginas de relatório, o sub-relator também vai confirmar que 14 fundos de pensão de empresas estatais sofreram perdas de R$ 729 milhões. A suspeita é que parte desses recursos tenha sido desviada para partidos políticos.


