Relatório parcial indica irregularidades em Sarandi
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quarta-feira, 09 de junho de 2004
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de Vereadores de Sarandi (7 km a leste de Maringá), divulgou ontem um relatório parcial das investigações, que indica supostas irregularidades na administração do ex-prefeito Júlio Bifon (PMDB), entre 1997 e 2000.
''Já verificamos notas superfaturadas. O material adquirido para equipar a Casa da Cultura custou R$ 20,2 mil, e fizemos orçamento deste mesmo material esta semana que apontou que o custo seria de R$ 3,6 mil. Verificamos também que já foram adquiridos materiais para o início da construção do prédio da Prefeitura, que mais os projetos custaram em torno de R$ 55 mil. O material não foi entregue'', relatou o presidente da CPI, Cleiton Damasceno do Carmo (PT). ''Verificamos que no período investigado houve várias licitações que foram viciadas. Primeiro a empresa assinava o contrato com a prefeitura e depois participava do processo de licitação. Isso é inaceitável'', complementou.
Segundo Carmo, a comissão, instaurada no dia 13 de abril, deverá concluir os trabalhos até o final do mês. A CPI foi aberta com base em uma auditoria realizada pela prefeitura em 2001. ''Divulgamos este relatório parcial como uma prestação de contas para a população'', justificou o vereador.
O ex-prefeito Júlio Bifon, que é pré-candidato à sucessçao municipal nas eleições de outubro, negou qualquer irregularidade durante a sua administração. ''Nunca houve irregularidade. Eu até estranho que eles tenham feito um relatório nos termos que estão fazendo porque a quantidade que estão colocando que houve de irregularidades não deve ultrapassar R$ 50 mil, quando no primeiro relatório da auditoria da prefeitura disseram que o desvio era de R$ 13 milhões. Estou achando que se fizerem mais um relatório vou ficar com crédito na prefeitura'', ironizou.


