O relatório final da comissão instalada para apurar as denúncias de corrupção na UEL surpreendeu pela gravidade das acusações. O grupo encontrou indícios de superfaturamento em obras e contratos publicitários, negligência no arquivamento de processos licitatórios, distribuição indiscriminada de funções gratificadas e cargos comissionados e prática de nepotismo.
Um dos casos mais contundentes e escandalosos foi o de um canil construído junto ao Hospital Veterinário, em 1996. A obra foi licitada em R$ 135 mil e ainda teve um aditivo de R$ 8,2 mil, solicitada pela prefeitura do campus. Segundo relatório da comissão, a UEL acabou pagando R$ 1,2 mil o metro quadrado canil, quando um apartamento de alto padrão, em área nobre de Londrina, custa em torno de R$ 650 o metro quadrado.
Outro caso apurado é uma viagem feita em 1998 aos Estados Unidos por Jackson Testa, pelo vice-reitor Mauro Ticianelli e pelo assessor de Relações Internacionais da UEL, Jorge Ribeiro. Todos estavam acompanhados de suas mulheres – mas, por falta de documentação, não foi possível apurar se as passagens das esposas também foram pagas pela instituição pública. Cada professor recebeu ajuda de custo de R$ 3,9 mil. (L.H.)

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