Relatório final da CPI das Drogas fica para março
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Estadual do Narcotráfico encerrou ontem as atividades em Curitiba, depois de oito meses de investigações. Foram ouvidos os depoimentos de quase 100 testemunhas e citados os nomes de mais de 300 pessoas. O relatório final terá de ser apresentado até março de 2001.
A comissão, que investigaria a princípio a rota do tráfico de drogas no Paraná e o desmanche de veículos furtados, acabou entrando em outras áreas. Entre elas, a suposta comercialização de partes de cadáveres entre universidades, a lavagem de dinheiro, a extorsão e a facilitação de fuga em delegacias.
A comissão investiga também o crime organizado. O que nos dá o direito de investigar outras áreas, sem descuidar do ponto principal que é o narcotráfico, avaliou o relator da CPI, deputado Ricardo Chab (PTB).
O relator tem até o dia 15 de março para ler todos os depoimentos e apresentar o relatório final com os nomes dos citados para indiciamento. Faremos um trabalho minucioso, cuidadoso, para não prejudicar nenhuma pessoa que possa ser inocente, observou o deputado. Mas citaremos os nomes de muitos que ainda não estão presos, alertou.
Até agora, a comissão estadual conseguiu a prisão de 12 pessoas. A mais comemorada pelos integrantes da CPI é a do empresário Hissan Hussein Dehaine que já tinha sido detido pelos membros da CPI Nacional do Narcotráfico e conseguiu um habeas-corpus para ser solto. Buscamos novas provas e conseguimos a prisão dele há dois meses, reafirmou Chab. (L.P.)





