O relatório final da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investigava irregularidades na formação e no treinamento da Guarda Municipal (GM), entregue ontem à tarde à Mesa Executiva da Câmara Municipal, isenta o prefeito Barbosa Neto (PDT) de qualquer irregularidade que houve no curso, mas responsabiliza os ex-secretários Benjamin Zanlorenci (Defesa Social) e Marco Cito (Gestão Pública) - atual secretário de Governo - por improbidade administrativa. O relatório foi assinado pelo presidente da CEI, Jairo Tamura (PSB), e o membro Tito Valle (PMDB). A vereadora Lenir de Assis (PT), relatora oficial da CEI, foi voto vencido e não assinou o documento.
Segundo o presidente da CEI, o relatório será enviado à Prefeitura, ao Ministério Público (MP) e ao Tribunal de Contas do Paraná. ''Entendemos que houve irregularidades no contrato e houve responsabilidade dos dois secretários, por conta das aulas de tiro que não foram ministradas. Além disso, pedimos a restituição de valores à empresa que treinou a GM (Delmondes&Dias)'', explicou o vereador. Segundo Tamura, será pedida a restituição à Delmondes de pouco mais de R$ 31 mil das aulas de tiro com pistola que não foram ministradas aos alunos e R$ 7 mil em materiais didáticos que não foram entregues às turmas.
Quando o vereador Joel Garcia (PTN) protocolou a denúncia na Câmara, no final do ano passado, a Prefeitura fez uma auditoria interna para apurar os fatos. Após a conclusão, o ex-secretário Zanlorenci foi exonerado do cargo. Mesmo assim o Legislativo resolveu fazer a investigação, e agora Marco Cito -que daquela época até o início desta semana era secretário de Gestão Pública - também foi responsabilizado pelos vereadores, assim como alguns funcionários das pastas. O documento ainda não foi disponibilizado na íntegra para a imprensa.
Na próxima terça-feira os parlamentares votarão se acatam ou arquivam o relatório. Lenir de Assis prometeu que dará publicidade ao seu relatório, rejeitado pela comissão, na mesma sessão. O relatório da vereadora, além de responsabilizar os secretários, inclui o prefeito nos encaminhamentos e pede a abertura de uma Comissão Processante (CP). O documento não poderá ser votado, pois não é o oficial da investigação.

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