Curitiba Segundo depoimentos ao Ministério Público (MP) estadual, cinco empresas laranjas do Rio de Janeiro teriam recebido dinheiro desviado das operações de créditos tributários feitas entre a Copel e a Olvepar. As empresas teriam recebido R$ 2,5 milhões cada uma, através de contas gerenciadas pelo doleiro Alberto Youssef. O MP também investiga se o dinheiro que teria sido desviado foi remetido ao Brasil para quitar dívidas de campanhas eleitorais do ano passado.
A ligação entre o doleiro e quatro das cinco empresas do Rio foram citadas em reportagem veiculada pelo Fantástico, da Rede Globo, no domingo à noite. O programa também divulgou imagens do circuito interno da agência do Banco do Brasil na qual quatro das cinco empresas estão localizadas no mesmo endereço, um centro empresarial popular. ''São empresas que até então não tinham tido nenhuma movimentação desse porte'', afirmou o procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda.
O advogado de Alberto Youssef no caso, Antônio Figueiredo Basto, afirmou que o doleiro não tem nenhuma relação com nenhuma empresa citada nas investigações sobre a Copel. Basto disse que Youssef teve um ''encontro casual'' com o advogado Antônio Carlos Fioravante Pierruccini no dia em que a Copel realizou os pagamentos para a Olvepar. ''Eles eram conhecidos e o encontro foi uma coincidência'', afirmou. Basto disse ainda que vai processar a Rede Globo, por ter afirmado que há ligação de Youssef com o traficante Fernandinho Beira-Mar e com o juiz Nicolau dos Santos Neto, envolvido em desvio de dinheiro da construção do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) em São Paulo. (R.F.)

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