A deputada federal e ex-ministra do Planejamento Yeda Crusius (PSDB-RJ) ‘suou’ para ser a ‘‘observadora da executiva nacional’’ na reunião do diretório do PSDB do Paraná. Disputada pelos dois grupos, a deputada passou as sete horas da reunião sob tensão, tentando pelo consenso amenizar as desavenças.
Crusius tinha agendado para ontem o seu relato ao presidente da executiva nacional, Teotônio Villela Filho. Antes de voltar para Brasília, madrugada adentro, a deputada garantiu que ‘‘não emitiria opinião sobre o vibrante caso do Paranᒒ.‘‘Farei um breve relato como se fosse uma máquina humana’’, disse.
A ‘‘observadora’’ classificou de ‘‘democrática’’ a forma como o presidente do diretório, Hélio Duque, conduziu as discussões. ‘‘A mesa encaminhou as questões na hora e de forma pública, não fechada’’, avaliou.
A ex-ministra frisou, no entanto, que cabe à direção nacional recurso contra a decisão que vetou Lerner no PSDB, ‘‘já que não houve consenso quanto ao tipo de votação (aberta ou secreta)’. ‘‘É uma decisão política de colegiado que ainda pode ser contestada’’, afirmou.
Provocada para dar uma opinião sobre o processo de filiação de Lerner no partido - que chegou inclusive a suscitar boatos de que prefeitos tucanos teriam sido cooptados pelo Palácio Iguaçu em troca de apoio -, Yeda Crusius disse que ‘‘o PSDB não é um produto à venda no supermercado e que os prefeitos recém-eleitos, apesar de não fazerem parte do diretório, são atores políticos e não simples produtos’’. (L.D.)

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