Relatório de Yeda seria apresentado ontem à executiva
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terça-feira, 13 de maio de 1997
Sucursal de Curitiba 
A deputada federal e ex-ministra do Planejamento Yeda Crusius (PSDB-RJ) suou para ser a observadora da executiva nacional na reunião do diretório do PSDB do Paraná. Disputada pelos dois grupos, a deputada passou as sete horas da reunião sob tensão, tentando pelo consenso amenizar as desavenças.
Crusius tinha agendado para ontem o seu relato ao presidente da executiva nacional, Teotônio Villela Filho. Antes de voltar para Brasília, madrugada adentro, a deputada garantiu que não emitiria opinião sobre o vibrante caso do Paraná.Farei um breve relato como se fosse uma máquina humana, disse.
A observadora classificou de democrática a forma como o presidente do diretório, Hélio Duque, conduziu as discussões. A mesa encaminhou as questões na hora e de forma pública, não fechada, avaliou.
A ex-ministra frisou, no entanto, que cabe à direção nacional recurso contra a decisão que vetou Lerner no PSDB, já que não houve consenso quanto ao tipo de votação (aberta ou secreta). É uma decisão política de colegiado que ainda pode ser contestada, afirmou.
Provocada para dar uma opinião sobre o processo de filiação de Lerner no partido - que chegou inclusive a suscitar boatos de que prefeitos tucanos teriam sido cooptados pelo Palácio Iguaçu em troca de apoio -, Yeda Crusius disse que o PSDB não é um produto à venda no supermercado e que os prefeitos recém-eleitos, apesar de não fazerem parte do diretório, são atores políticos e não simples produtos. (L.D.)


