Relatório de Saturnino sobre painel será votado no dia 16
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terça-feira, 08 de maio de 2001
Tânia Monteiro e Renata Giraldi Agência EstadoDe Brasília 
O presidente do Conselho de Ética do Senado, senador Ramez Tebet (PMDB-MS), marcou para o dia 16 a votação do relatório do senador Roberto Saturnino Braga (PSB-RJ). Ontem, Tebet decidiu encerrar a fase de investigações, impedindo novas manobras dos aliados do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) para atrasar o andamento do processo. Aí já é demais, desabafou o presidente do Conselho, ao responder ao senador Waldeck Ornéllas (PFL-BA), ao explicar que acolhia seus três requerimentos pedindo anexação de novos documentos ao relatório, mas que não admitiria medidas protelatórias sem amparo legal.
Tebet, no entanto, reconhece que a votação poderá só acontecer depois do dia 23. É que, legalmente, qualquer integrante do conselho poderá pedir vistas do processo e como é tática de ACM atrasar o andamento dos trabalhos, Tebet está convencido de que na semana que vem ela se repetirá. Na semana passada, coube ao mesmo Ornéllas pedir verificação de quórum para impedir a votação dos requerimentos que estava na pauta.
Esses requerimentos já poderiam ter sido apresentados há muito tempo e deixar para agora é querer protelar os trabalhos, reagiu Tebet. A intenção do senador é que os trabalhos sejam concluídos ainda neste semestre. Com essas manobras estou achando que a votação em plenário da cassação de ACM e Arruda ficará mesmo para o segundo semestre, sentenciou o líder do bloco da Oposição, senador José Eduardo Dutra (PT-SE).
O senador Jefferson Péres (PDT-AM) advertiu que não adianta ter pressa. É preciso cumprir todas as regras e abrir prazo de defesa para todos, seguindo o que está na legislação, declarou ele, que gostaria, entretanto, que essa questão fosse logo decidida.
Os aliados de ACM entendem que quanto mais tempo se arrastar, melhor para ele. Por isso, a disposição é usar todas as estratégias para adiar a votação em plenário. ACM se reuniu ontem com seu advogado Márcio Thomaz Bastos, que estará presente em Brasília sempre que houver votações importantes no conselho para sugerir estratégias capazes de atrasar os trabalhos.


