Relatório de Requião responsabiliza governador de SC
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quarta-feira, 21 de maio de 1997
Agência Estado 
BRASÍLIA - O governador de Santa Catarina, Paulo Afonso (PMDB), apresentou documentos falsos ao Banco Central e ao Senado quando solicitou a emissão de títulos para pagar precatórios. Além disso, usou R$ 134 milhões dos recursos obtidos para reforçar o caixa do Estado e pagou despesas decorrentes de decisões judiciais no valor de apenas R$ 2 milhões. Estas são as principais conclusões do relatório do relator da CPI dos Títulos Públicos, senador Roberto Requião (PMDB-PR), sobre a emissão de títulos feita pelo governo catarinense, no valor de R$ 605,1 milhões.
Requião diz que Paulo Afonso, o ex-secretário Oscar Falk e o atual secretário de Fazenda, Paulo Prisco Paraíso, incorreram em ilícitos e pede o enquadramento dos três ao Ministério Público federal e estadual. O governador Paulo Afonso Evangelista Vieira e seus secretários Oscar Falk e Paulo Galotti Prisco Paraíso, envolvidos nos episódios, incorreram em ilícitos que são objeto de investigação desta CPI e seus atos devem ser levados ao conhecimento da opinião pública nacional e do Ministério Público, tanto a nível federal quanto estadual, afirma Roberto Requião no seu parecer, que agora será encaminhado ao próprio governador.
Florianópolis A Assembléia Legislativa de Santa Catarina deu ontem o primeiro passo no processo de impeachment do governador Paulo Afonso Vieira (PMDB), pelo seu envolvimento no escândalo dos títulos públicos. Na sessão de ontem à tarde foram lidos os pedidos de abertura de processo por crime de responsabilidade contra o governador, incluindo também o vice José Augusto Hulse, o secretário da Fazenda Paulo Prisco Paraíso e o procurador-geral do Estado, João Carlos von Hohendorff.


