São Paulo O relator da Reforma Tributária na comissão especial da Câmara dos Deputados, Virgílio Guimarães (PT/MG), apresenta até a próxima sexta-feira um relatório preliminar sobre as mudanças constitucionais no sistema fiscal do País. As informações são da Agência Brasil.
No texto, todas as 466 emendas apresentadas estarão agrupadas por temas, inclusive as que propõem soluções para a cobrança do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) unificado.
Antes mesmo de concluir a análise das emendas, Guimarães já reconhece que o pré-relatório será duramente criticado tanto pelos opositores quanto pelos que defendem a reforma. ''Será o Judas da Quaresma porque vai apanhar muito e de todos os lados'', brinca.
Guimarães evita adiantar o conteúdo exato do documento, mas é certo que ele servirá como base para as discussões não só dos deputados da comissão que analisa o mérito da reforma mas, sobretudo, para o grupo de governadores criado na semana passada pelo ministro da Fazenda, Antônio Palocci.
Prazo Os cinco governadores Germano Rigotto (RS), pela região Sul; Marconi Perillo (GO), pelo Centro-Oeste; Wilma Faria (RN), pelo Nordeste; Eduardo Braga (AM), pelo Norte, e Aécio Neves (MG), pelo Sudeste, terão que encontrar uma solução que ponha fim à polêmica entre os estados. A data sugerida como limite para que a reforma seja votada na comissão especial é 30 de julho.
Amanhã, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, apresenta na comissão especial a posição do setor empresarial quanto às propostas do governo. Desde que o presidente Lula encaminhou a reforma ao Congresso Nacional, os empresários têm criticado o texto do Executivo sobretudo porque avaliam que as mudanças vão acarretar no aumento da carga tributária de 36% para 41% do PIB. No mesmo dia, os deputados ouvem as sugestões do governador de Sergipe, João Alves (PFL), ao texto do governo.

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