A situação do governador do Espírito Santo, José Ignácio Ferreira (PTN), ficou mais complicada nesta semana com a entrega pela Polícia Federal de relatório ao STJ concluindo que há indícios de prática de vários crimes no inquérito penal que tramita contra ele e outras pessoas.

A Superintendência da PF no Estado chegou a essa conclusão após realizar uma série de investigações ordenadas pelo relator do inquérito no STJ, ministro Barros Monteiro. Segundo a PF, há indícios de prática de crimes contra a administração pública (corrupção passiva, condescendência criminosa, advocacia administrativa, peculato e exigência indevida de tributo), de crimes comuns (formação de quadrilha, falsidade ideológica e uso de documento falso) e crime do colarinho branco (gestão temerária).

Se o MP decidir oferecer a denúncia criminal, o STJ dependerá de licença da Assembléia Legislativa para instaurar a ação penal. O inquérito foi aberto a partir da apuração de cinco fatos aparentemente irregulares: dois empréstimos bancários durante a campanha eleitoral, em 1998, criação de ''fábrica de sopas'', transferência de créditos de ICMS e pagamento de despesas pessoais por cooperativa de crédito. Ontem, por meio da assessoria de Comunicação, o governador

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