Relatório da oposição poupa Dilma na CPI dos Cartões
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quarta-feira, 28 de maio de 2008
Eugênia Lopes<br>Agência Estado 
Brasília - A uma semana do fim da CPI Mista dos Cartões Corporativos, a oposição apresentou ontem relatório parcial sem criminalizar ou recomendar o indiciamento ao Ministério Público Federal de nenhum dos envolvidos com irregularidades no uso de cartões corporativos nem com a montagem de dossiê com gastos exóticos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Em 88 páginas, os sub relatórios dos deputados Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Índio da Costa (DEM-RJ) não citaram uma única vez o nome da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, além de jogar toda a responsabilidade do dossiê para José Aparecido Nunes Pires, ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil, que disse ter vazado o dossiê por engano.
Lido durante três horas, em uma sessão esvaziada, na presença de apenas cinco parlamentares, o relatório parcial de Sampaio e Índio da Costa aborda casos de mau uso e despesas consideradas ''estranhas'' com o cartão corporativo. Cita, por exemplo, que em 2 de setembro de 2003 o cartão foi usado para pagar uma despesa de R$ 112,11 de serviço de internet (o Universo Online) para Fábio Luis Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Outro exemplo foi o uso do cartão para o pagamento de uma conta em motel, no valor de R$ 100,00, em 11 de outubro de 2004, por José Sobrinho, ecônomo da Fundação Universidade de Brasília (FUB).
Surpresos com o relatório ameno, a base aliada do governo na CPI comemorou as conclusões dos dois oposicionistas. ''Desde o primeiro momento, eu afirmei que o trabalho do Gabinete Civil foi para constituir um banco de dados'', disse o relator-geral da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ).


