Relatores querem que voto do caso Renan seja aberto
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domingo, 26 de agosto de 2007
Ana Paula Scinocca<br>Agência Estado 
Brasília - Às vésperas da votação da primeira representação contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), no Conselho de Ética, dois dos três relatores do processo disseram ontem que vão trabalhar para que o voto no colegiado seja aberto. Os aliados de Renan deflagraram na semana passada manobras para tentar impor o voto fechado nas votações do Conselho e do plenário.
A previsão é que o Conselho de Ética julgue na quinta-feira a primeira representação contra Renan. O presidente do Senado é acusado de ter suas despesas pessoais pagas por um lobista da empreiteira Mendes Júnior.
Os relatores Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS) afirmaram que não concordam com os argumentos apresentados pelo presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), que tem defendido voto fechado sob alegação de que o colegiado tem de seguir o plenário.
''Os relatores são senadores. Se nós temos de revelar o nosso voto por quê os outros integrantes do conselho não tem?'', questionou a senadora Marisa Serrano. ''O voto tem de ser aberto no conselho. Vou trabalhar para que isso aconteça'', avisou Casagrande. Ele e Marisa Serrano devem apresentar relatório defendendo a cassação de Renan. Mas, até ontem, os dois ainda não sabiam se fariam um único relatório ou peças separadas.


