Relatora da CPMF na CCJ vai recomendar fim da cobrança do 'imposto do cheque'
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sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Renata Giraldi e Gabriela Guerreiro<BR>Folhapress 
A senadora Kátia Abreu (DEM-TO), que vai relatar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado a proposta de emenda constitucional que propõe a prorrogação da cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011, vai recomendar aos senadores o fim da cobrança. Ela antecipou à Folha que além de sugerir a extinção da CPMF não está disposta a negociar mudanças em seu relatório com a base aliada.
''Vou defender o fim da cobrança da CPMF porque sou contra imposto. A carga tributária no país é imensa. Quem é que aguenta?'', reagiu Kátia Abreu, escolhida relatora da proposta na CCJ pelo presidente da comissão, Marco Maciel (DEM-PE).
Considerada uma parlamentar ''disciplinada'' pelo DEM, Kátia Abreu segue orientações do líder da bancada no Senado, José Agripino Maia (RN), de Maciel, além do ex-presidente do partido Jorge Bornhausen (SC). Por este motivo, os governistas afirmam que o relatório dela será ''duro e difícil'' de negociar na CCJ.
''Não vou atacar o governo, mas a CPMF. Sempre fui contra e é assim que eu penso. Não sei o que eles (os governistas) querem dizer em um relatório 'ser duro e difícil''', disse a senadora.
A expectativa do governo é que a proposta chegue ao Senado em outubro. Inicialmente, a medida terá que ser submetida à análise e votação na CCJ - que pode realizar audiências públicas e fazer com que o prazo de tramitação da PEC se estenda por até 60 dias. Os governistas, no entanto, estão confiantes que será possível votar a PEC até novembro.
Se depender de Kátia Abreu, os prazos serão cumpridos e não haverá extensão de datas. ''Ainda não sei a demanda que vamos encontrar aqui (no Senado), mas quero cumprir o prazo sem pedir ampliação de tempo'', disse.
Pela Constituição Federal, a vigência da cobrança da CPMF acaba no dia 31 de dezembro. O governo tem pressa para aprovar a proposta - que precisa passar por dois turnos de votação no Senado. Mantida a cobrança da CPMF, com a alíquota de 0,38%, o governo arrecadará R$ 39 bilhões só com o ''imposto do cheque''.


