BRASÍLIA - A relatora da emenda constitucional que prorroga o Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), deputada Yeda Crusius (PSDB-RS), começa a negociar hoje a proposta, embora a comissão especial encarregada de examiná-la nem tenha sido instalada. Ela decidiu apressar o início das conversas para aproveitar a presença em Brasília de prefeitos de todo o Brasil, que fazem oposição ao FEF e incluíram o tema na agenda de um congresso na capital federal.
A relatora (foto) quer ouvir os prefeitos sobre a contabilidade das perdas que o FEF provoca na receita dos municípios. Ao mesmo tempo a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) deve pôr em votação a admissibilidade da proposta. O parecer do deputado José Luiz Clerot (PMDB-PB) é favorável e já foi entregue, mas a votação deverá ocorrer amanhã. Os governistas da CCJ apostam que as oposições apresentarão hoje um pedido de vistas, o que retardará por um dia o exame do projeto. O FEF rende ao Tesouro cerca de R$ 20 bilhões/ano.

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