Brasília - Segundo o relator da CPI, deputado José Mentor, o Ministério Público também deve investigar a venda do banco Excel Econômico ao espanhol BBV. O pacote para a aquisição teria produzido prejuízos para os cofres públicos, pois, conforme dados levantados por Mentor, a venda teria sido condicionada a aplicações de divisas em condições desvantajosas para o Brasil.
Ontem o presidente da comissão poupou o relator de críticas. Limitou-se a dizer que a compra do Excel Econômico não é objeto da CPI. ''Eu entendo que o relatório precisa ser analisado. Não dá para ser analisado agora, somente com uma exposição inicial, que foi só para orientar os parlamentares (integrantes da CPI) sobre os critérios usados pelo relator'', disse Antero.
Em seu relatório, no entanto, em diversas ocasiões Mentor atribuiu a Antero a responsabilidade pelo fato de a CPI não ter reunido dados para separar ''inocentes de culpados''.
Os integrantes da CPI têm até domingo para analisar o documento entregue por Mentor. Há grande risco de que a votação do texto final, prevista para a próxima terça-feira, acabe acontecendo só a partir do dia 15 de fevereiro de 2005, na retomada nos trabalhos legislativos. Ou não acontecendo, se estourar o prazo regimental, o que deve acontecer por volta do dia 20 de fevereiro.
Sem apreciação da comissão, nenhum documento sobre operações suspeitas pode ser enviado ao Ministério Público.

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