Relator propõe suspensão do mandato de Edmar
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quinta-feira, 02 de julho de 2009
Luciana Nunes Leal<br>Agência Estado 
Brasília - No dia seguinte da votação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara que livrou o ex-corregedor Edmar Moreira (sem-partido-MG) da cassação do mandato, o presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PR-BA), disse que não aceitará a total absolvição do deputado, conhecido pela propriedade de um castelo de R$ 25 milhões, na zona da mata mineira.
Araújo aponta uma tentativa de ''complô contra o conselho'' para livrar Edmar, acusado de uso indevido da verba indenizatória, de qualquer punição. O novo relator, Hugo Leal (PSC-RJ), deverá propor a suspensão de prerrogativas regimentais por seis meses. É uma pena leve: o parlamentar não pode fazer discursos, presidir comissões, integrar a Mesa Diretora e relatar projetos. Mas continua a votar e recebe salário e benefícios.
''Se o parecer do deputado Hugo Leal for rejeitado, creio que a saída é mandar os dois pareceres para o plenário. O plenário decide. Não aceito que o deputado Edmar Moreira saia incólume do Conselho de Ética'', avisou o presidente do conselho. Araújo se disse convencido de que Edmar Moreira quebrou o decoro parlamentar e deveria perder o mandato. ''Fiquei frustrado. Minha expectativa era de que o parecer do relator, muito bem fundamentado, fosse aprovado'', lamentou.
Ontem, Edmar Moreira foi à Câmara, circulou pelo plenário praticamente vazio, recebeu solidariedade de colegas e mensagens de apoio. Procurado para uma entrevista, convidou a reportagem para um café e, bem humorado, só falou sobre a decisão entre Corinthians e Internacional, que garantiu ao time paulista a Copa do Brasil.


